(Fonte: oteatromagico.mus.br)
(Fonte: skoob.com.br)
Sempre achei que não daria conta de cuidar de um blog.
O abandono deste meu perfil ilustra extremamente bem tal afirmação.
Resolvi, contudo, iniciar-me no mundo das postagens internéticas após um momento de “inspiração” pré-sono.
Estava pensando usar o twitter, fazer uso, entretanto, de apenas 140 caracteres seria uma missão certamente fadada ao fracasso.
E cá estou eu, então, redigindo isto aqui.
Não que eu leve jeito ou tenha público.
Apenas vontade.
E lá estava eu sentado, num banco, dentro de um vagão de trem.
Distraído, como quase sempre.
Pensando em não sei o quê, mas isso não tem importância alguma.
Derrepente sinto algo estranho, dolorido seria a palavra mais apropriada, tipo uma agulhada, sabe?
Doeu um poquinho, confesso.
Passei a mão tanto pelo lado de fora quanto pelo lado de dentro da camiseta.
Nada.
Na hora, o primeiro pensamento que me veio à cabeça foi:
- Acabaram de espetar uma agulha.
- Num bonequinho de pano.
- Boneco meu, é claro.
Aí parei e pensei melhor:
- Não, acho que foi alguém aqui dentro.
- Veio de perto, bem perto.
E fiquei olhando de um lado para o outro dentro do vagão.
Buscando algum suspeito.
Nada, De novo.
Instantes depois olho pra baixo, no chão, ao lado do banco, e vejo uma abelha.
Sim, uma abelha.
Moribunda.
Coitada.
Encontrei um motivo real para meu ligeiro desconforto.
Nada complexo.
Infelizmente ela perdeu a vida.
E eu ganhei um ferrão.
E daí!?
Passamos por maus bocados e levamos várias ferroadas na vida sem saber direito como nem o quê nos feriu.
Temos o (péssimo) costume de culpar os outros por nossas feridas.
Invariavelmente de forma injusta.
Será que percebemos exatamente o que aconteceu, acontece?
Estamos procurando os verdadeiros motivos ou nos engando e fantasiando demais?
Acho que não procuramos direito.
Um fato, um acaso, uma aleatoriedade ou, simplesmente, um (des)encontro.
Toda ação produz outra ação. (Ou a indignação alheia, vai saber.)
Normal.
Assim é a vida.
A minha segue.
A da abelha, não.
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